Os cerca de 700 mil usuários do Ipasgo Saúde não serão afetados pela decisão do Superior Tribunal de Justiça de proibir os planos de saúde de estabelecerem um teto para o pagamento de despesas com internação e tratamento de seus associados. A afirmação é do presidente do Instituto, Geraldo Lemos Scarulles, de acordo com o qual nos casos em que é preciso extrapolar o limite dos valores referenciais estabelecidos para a assistência à saúde, a única exigência é a justificativa do médico para isso.
Geraldo Lemos acredita que a decisão do STJ afetará os chamados planos comerciais, que têm contratos com limitações e que deverão ser questionados judicialmente pelos usuários caso insistam em manter tais limitações diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça. O que já ocorre no caso do Ipasgo, segundo informou, são questionamentos relativos a tratamentos e medicamentos novos, que não estão incluídos na tabela de procedimentos do Instituto.
“A preocupação maior deve ser a de oferecer todos os meios para garantir o tratamento adequado do paciente, mas acredito também que a decisão do STJ vai gerar preocupação na medida em que poderá gerar um desequilíbrio financeiro com o aumento dos custos, principalmente para os planos regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar”, finalizou o presidente do Ipasgo.