Governo de Goiás auxilia beneficiária do Ipasgo a realizar sonho de ser mãe, em Nerópolis 

Decisão inédita da Procuradoria Setorial permite que mulheres que gestarem filhos de usuários do Instituto tenham acesso ao plano de assistência de saúde entre o pré-natal, parto e o pós-parto. Medida já viabilizou a chegada dos novos beneficiários do Ipasgo, como a Maria Cecília e o Matheus 

 

Ao longo deste ano, o Governo de Goiás, por meio do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo), ajudou a servidora Gessiara Rodrigues, de 37 anos, a realizar o sonho de se tornar mãe e construir uma família ao lado do esposo, Romário Reis, de 31. Depois de algumas tentativas frustradas para alcançar a maternidade, Gessiara tomou conhecimento da barriga solidária e uma decisão inédita da Procuradoria Setorial do Ipasgo garantiu ao casal a consolidação de seu maior desejo. Maria Cecília e Matheus chegaram e já se tornaram usuários do Instituto. 

Em março, um parecer da procuradoria do Ipasgo concedeu aos beneficiários o direito de incluir no plano de assistência as mulheres que gestam os seus filhos, após adesão ao processo de gestação de substituição. A medida garante que as voluntárias tenham acesso aos serviços de saúde do Instituto durante a gravidez, parto e o pós-parto.

Para alcançar o que parecia ser impossível, a servidora Gessiara contou com o apoio da irmã, Janaina Rodrigues.“É uma história de superação. Eu pensei que nunca seria mãe, principalmente depois de ter perdido um bebê e quase morrer. Ainda tentei a adoção direcionada, que também não deu certo. Daí eu fiquei sabendo da barriga solidária e minha mãe foi quem conversou com a minha irmã, que depois me ofereceu ajuda”, conta a servidora.

Em abril deste ano, após concluir a etapa de fertilização, veio a notícia mais aguardada pela família. Janaina estava grávida, e de gêmeos, surpreendendo ainda mais Gessiara e Romário. Apesar da felicidade com o resultado, os três logo se preocuparam quanto ao custo da gestação. “Quando deu certo a gravidez, descobrimos que, por se tratar de gêmeos, tudo era em dobro. Foi aí que decidi ir atrás do Ipasgo porque a gente não tinha condição financeira de bancar os exames, consultas, o parto. Daí não demorou três dias para eu ter a resposta, dizendo que minha irmã tinha sido incluída no plano”, celebra Gessiara.

Nos últimos meses, a principal preocupação dos pais de Maria Cecília e Matheus era com a necessidade de atendimento de emergência. “Só de saber que se precisasse de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nós tínhamos o amparo do Ipasgo, com vagas em até quatro hospitais, ambulância para fazer o transporte, já foi um grande alívio pro coração da gente”, destacou o pai Romário Reis.

Na mesma linha de gratidão, Gessiara Rodrigues confirma que o suporte oferecido pelo Instituto foi  essencial. “Antigamente, a gente ouvia falar que o Ipasgo era muito enrolado, mas, agora, não negou nenhuma guia. Nesses nove meses, sempre autorizou a realização dos exames dos bebês e da minha irmã. Para mim, o Ipasgo foi o principal na realização do nosso sonho”, afirma.

O apoio rápido da autarquia ocorreu devido ao parecer da procuradora do Estado, Natalia Furtado Maia, que amparou os filhos gêmeos de um casal homoafetivo, em Goiânia, que também foram gestados em barriga solidária.  “A Gessiara se beneficiou da decisão tomada em março, quando a Presidência do Ipasgo, acatou a orientação jurídica da Procuradoria Setorial, após entender que não pode haver discriminação no atendimento aos bebês gestados em barrigas solidárias. A assistência ao pré-natal, parto e puerpério são direito da criança e se estende às famílias que surgem por novos processos de reprodução assistida, independentemente de sua composição”, ressalta a procuradora. 

Para a orientação, a procuradora levou em consideração entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), legislações estaduais e federais, além de análises de entidades médicas. A partir desta decisão, casos semelhantes ao de Gessiara podem ser atendidos diretamente no Ipasgo, sem a  necessidade de intervenção da Procuradoria Setorial. 

No começo deste mês, Maria Cecília e Matheus passaram a fazer parte dos cerca de 600 mil usuários do Ipasgo. Agora, eles contam com toda a assistência pediátrica que é oferecida por unidades próprias do Instituto, além da oferta de serviços realizada pela rede credenciada. A irmã de Gessiara, Janaina Rodrigues, também continua sendo acompanhada, conforme autorização prevista pela procuradoria para o período pós-parto.

 

Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo) – Governo de Goiás